"Everyone Wants To Be Found"

10
Mai 08

Os hábitos são um fenómeno estranho. Apesar de também os ter, claro! Não gosto muito deles porque nos fazem perder a noção do prazer que podiamos ter se executássemos algumas tarefas com mais criatividade e prazer.

No entanto:

1) Dão muito jeito e têm vantagens.

Levam-nos a gestos absolutamente maquinais. Por exemplo vejam-se todos os dias de manhã quando se levantam ter de pensar se tomam ou não banho? Hummm!

É claro que os hábitos têm vantagens, porque se não o tivessem provado ao longo dos séculos que assim era, já nos tinhamos desfeito deles. Poupam os nossos neurónios a repetir todos os dias o mesmo execício mental e ajudam-nos a não perder inultilmente tempo.

2) Levam-nos a errar repetidamente.

Os hábitos levam-nos, além do mais, a fazer exactamente os mesmos erros, pela simples razão que não paramos para pensar ou fazer perguntas. Fazemos sempre da mesma maneira sem sequer nos questionarmo-nos, mesmo que erradamente!

3) Os hábitos dos outros irritam-nos.

Existem muitos hábitos que nos irritam, a diferenças de algum dos hábitos dos outros em relação aos nossos são tão grandes que nos chegam a pôr os cabelos bem arrepiados. Chegamo-nos a irritar mais com alguns desses hábitos do que com o chefe tirano que temos no trabalho.

4) Tornam-nos intolerantes.

Os hábitos, os nossos, bem entendido, não se discutem, pela simples razão de que são tomados como verdade absoluta. Para alguns de nós constituem a única forma inteligente de realizar determinada função.

5) A sociedade em geral gosta deles.

Os hábitos ajudam a manter a ordem, a tornar tudo mais previsível.

Não ter hábitos ou pôr os hábitos em causa é subversivo, incomoda e perturba. Por isso é que os casamentos e os negócios se querem entre gente de hábitos iguais. Para que os respectivos sócios, pais, noivos e netos não andem sempre ás avessas.

Uns a gostar de comer com as mãos e outros com talheres! Uns a gostarem de brindar com vinho e outros com sake!!!

 

Mas, a discordia chega pelos pequenos hábitos (sorver a sopa, por exemplo!). E é claro, que é ingénuo acreditarem que podem mudar os hábitos dos outros, convertê-los aos vossos.

Existem por exemplo mulheres inocentes, que crêem no facto, que o marido algum dia vai começar a passar a roupa a ferro, quando deixa á mais de 10 anos a roupa invariálvelmente espalhada pelo chão do quarto. (só elas mesmo!)

O melhor que se pode fazer é criar uma certa imunidade aos hábitos dos outros, partindo do princípio que eles não invadem a nossa privacidade.

No entanto acho que:

Quem não passa de um somatório de hábitos, quem faz tudo da mesma maneira, pensa tudo do mesmo ponto de vista, 24h por dia, 365 dias por ano, quem deixa que o hábito faça o monge em lugar de inventar constantemente coisas novas não é uma pessoa, é um chato do caraças.

 

 

 

publicado por Lupus Ibérico às 22:04

O hábito é fundamental para a tranquilidade, meditação e criatividade. Yoga por exemplo. Em todas as lutas guerreiras e desportivas os melhores formam-se pelo hábito da repetição, de tal modo que os movimentos de ataque ou defesa se tornam automáticos. O universo existe porque é de algum modo governado pelo hábito.
Nada tenho contra o hábito. Tenho sim contra a imobilidade do pensamento. Kant era tão exigente no cumprimento dos seus hábitos que os habitantes da sua localidade Koningsberg acertavam, diz-se, os seus relógios sempre que pela manhã saia para o seu passeio matinal acompanhado pelo, na altura chamado, criado. Mas o seu pensamento não era imóvel. Mas o hábito reforçava-lhe a força da meditação e das obras que nos deixou como as Criticas.
Dizer mal do hábito é servir o interesse oculta da dispersão. Quanto mais futebol, festivais e outras manifestações melhor. Distrair a malta é que é preciso, dizia alguém no longínquo e inefável PREC .
detefa a 29 de Março de 2010 às 10:03

Sera k sem sofrimento ñ ha pocivel mudança ? Sim, porque o mundo precizou d mudanças bruscas geologicas pra tomar a forma q ela tem hj, Nos os Homens tanbem sofremos mudanças bruscaas desde os 1º Homens até aos Homens enrectos/ actuas. Porém a menta lidade do Homem evoluiu muito más com a dscoberta d novas terras, e as grandes guerras as guerra mundiais fizeram o Homem tornar-se mais ético, e cautelozo das suas acções. Sera q precizams d muitas catastrofes pra evoluirmos ? Sem elas ñ ha pocivel evoluçaõ ? penço k ja basta o sofrmento ds nossos anssestras pra seguirms em frent cm cautela sem ezitar , sem resseio, sem medo... Chega d bambar aos saltos menores, evolua pro além. Óh áfrica !
Jose Brito de Almeida a 26 de Março de 2012 às 20:58

Maio 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

12
16

19
20
22
23
24

25
26
27
28
29
30


mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO